quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O Deus da redenção - Ev. Isaías de Jesus

4° Trimestre 2008 - Tema: 3º Lição

Introdução

A redenção é o plano de Deus para a libertação do homem. Embora já estivesse no plano de Deus desde a queda do homem, a redenção era, contudo, desconhecida, O ser humano decaído do seu estado original não podia entender ou mesmo imaginar um plano assim, de infinita graça e misericórdia da parte do Criador, ultrajado pelo pecado cometido pelo homem, de todas as criaturas a mais privilegiada, feita à imagem e semelhança do Criador (Gn 1.26), enquanto tudo o mais fora criado mediante a palavra de Deus (Hb 11.3).Não obstante o desconhecimento da redenção por parte do homem perdido estava ela planejada desde o princípio, isto é que o Filho viria para executar a obra da cruz (1 Pe1.20). A redenção é o maior acontecimento da história, pois, conquanto os demais apenas marcaram uma época e exerceram influência noutros acontecimentos terrenos, a redenção tem efeito e alcance que ultrapassam os limites do tempo, e penetram na eternidade.

I - A EXPIAÇÃO
Romanos 8:30: “A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”.A expiação é uma reconciliação de partes alienadas entre si, a restauração de um relacionamento rompido. A expiação é realizada por ressarcir os danos, apagando-se os delitos e oferecendo satisfação pelas injustiças cometidas.
Segundo as Escrituras, toda pessoa peca e precisa fazer expiação de suas culpas, porém faltam o poder e os recursos para isso. Temos ofendido o nosso Criador, cuja natureza é odiar o pecado = (Jr 44.4; Hc 1.13) e punir o mesmo = (Sl 5.4-6; = Rm 1.18; 2.5-9). Os que têm pecado não podem ser aceitos por Deus e não podem ter comunhão com ele, a menos que seja feita expiação. Uma vez que há pecado mesmo nas melhores ações das criaturas pecadoras, qualquer coisa que façamos na esperança de ressarcir os danos só pode aumentar a nossa culpa ou piorar a nossa situação, porque “o sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR” = (Pv 15.8). Não há modo de a pessoa poder estabelecer a própria justiça diante de Deus =(Jó 15.14-16; = Is 64.6; = Rm 10.2-3); isso simplesmente não pode ser feito.
Porém, contra esse fundo de desesperança humana, as Escrituras revelam a graça e a misericórdia de Deus, que, pessoalmente, providencia a expiação que o pecado torna necessária. A maravilhosa graça de Deus é o enfoque da fé bíblica; do Gênesis ao Apocalipse, a graça brilha com glória maravilhosa.Quando Deus tirou Israel do Egito, ele estabeleceu como parte do relacionamento da aliança, um sistema de sacrifícios, que tinha seu âmago no derramamento de sangue de animais “para fazer expiação por vossa alma” (Lv 17.11).Esses sacrifícios eram “típicos”, isto é, como “tipos”, prenunciavam alguma coisa melhor.Pecados eram perdoados quando os sacrifícios eram fielmente oferecidos, mas não era o sangue dos animais que apagava os pecados (Hb 10.4); era o sangue do “antítipo”, Jesus Cristo, cuja morte na cruz expiou os pecados já cometidos, bem como os pecados que seriam cometidos posteriormente (Rm 3.25-26; = 4.3-8; = Hb 9.11-15).

De acordo com o Novo Testamento, o sangue de Cristo foi derramado como sacrifício(Rm 3.25; = 5.9; = Ef 1.7; = Ap 1.15). Cristo redimiu os seu povo por meio de um resgate; sua morte foi o preço que nos livrou da culpa e da escravidão ao pecado (Rm 3.24; = Gl 4.4-5; = Cl 1.14). Na morte de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo, vencendo a sua própria hostilidade causada por nossos pecados (Rm 5.10; = 2 Co 5.18-19). A cruz aplacou Deus. Isso significa que ela aplacou a ira de Deus contra nós, expiando nossos pecados e, desse modo, removendo-os de diante de seus olhos (Rm 3.25; = Hb 2.17; = 1Jo 2.2; 4.10). A cruz produziu esse resultado porque, em seu sofrimento, Cristo assumiu nossa identidade e suportou o juízo retributivo que pesava contra nós, isto é, “a maldição da lei” (Gl 3.13).Ele sofreu como nosso substituto, com o registro condenatório de nossas transgressões pregado por Deus na sua cruz, como a lista de crimes pelos quais ele morreu (Cl 2.14; conforme Mt 27.37; = Is 53.4-6; = Lc 22.37).II. A NECESSIDADE DA REDENÇÃOExistem alguns fatores que de terminaram a necessidade moral e espiritual da redenção da raça humana.

1. A queda do gênero humano. A Bíblia aponta no seu terceiro capítulo do livro de Gênesis a triste história da queda de nossos primeiros pais, com a qual surgiu um estado de decadência, de perversão quê privou o homem da presença gloriosa de Deus e arruinou nele a sua imagem com a qual fora criado originalmente. A partir daí, já o primeiro filho de Adão fora criado à sua imagem e não à imagem de Deus (Gn 4.3). A queda foi a conseqüência natural do pecado. Pecado é mais do que crime; mais do que simples imoralidade.

2. A inabilidade do homem para redimir-se a si mesmo.Há neste mundo pecadores que desejam mudar de vida e para isso se esforçam em vão praticando boas obras o máximo que podem, procurando ter boa moral e também uma religião, não sabendo eles que o pecador não pode ajudar na sua salvação. Tudo o que ele fizer nesse sentido é em vão. Há outro tipo de pecador que devido o seu estado de torpor espiritual, é conforme diz Jd v.1O, “como brutos, sem razão”, isto é, como animais irracionais.
a. Esta incapacidade é crônica sobre todos. A Bíblia declara que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Isto revela a universalidade do pecado. E o pior é que além de ser um ato, o pecado é também um estado(Rm 6.6) em que predominam seu poder maléfico como princípio gerador da revelação contra Deus.
Somente Deus tem condições de esquadrinhar o coração humano, o qual é inerentemente enganoso e perverso (Jr 17.9,10). No tempo do profeta Miquéias já se fazia a seguinte indagação: “Com quem me apresentarei perante o Senhor, e me inclinarei ante o Deus altíssimo e virei perante Ele com holocaustos? Com bezerros de um ano”.

3. A condição do homem debaixo da lei. A Bíblia afirma que “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer( Sl 14.3).Leia-se também Gn
6.5; = Is 1.5,6; Rm 3.9,19; = Ef 4.17-19.III. A PROVISÃO DA REDENÇÃO
A provisão da redenção da alma humana deu-se através do derramamento de sangues Foi o meio que Deus encontrou para redimir a alma humana da condenação do pecado e da perdição eterna.

1. A necessidade do sacrifício de Cristo. O decreto divino era: “sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22); “Porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”(Lv 17.11). Então, como já estava no plano divino, o sangue de Jesus foi derramado para pagar o preço da redenção. O sacrifício era necessário porque não havia outro meio pelo qual o pecador pudesse achar graça diante de Deus, estando irremediavelmente separado do Criador pelo pecado que passou a todos os homens (Rm 5.12). Uma medida se fazia urgente, e nenhum outro podia providenciá-la senão o próprio Deus.

2. Deus é o provedor da redenção. Deus mesmo proveu tudo por sua abundante graça, através da obra de Jesus Cristo, livrando-nos da morte eterna (Ef 2.5). Hoje podemos cantar, pelo efeito da redenção hino da vitória. Graças á Deus pela sua providência, livrando todo aquele que de bom grado aceita essa provisão, que é o sangue do Cordeiro de Deus derramado em nosso lugar no Gólgota, há quase 2.000 anos .Não existe na história outro acontecimento tão rico de significação para o ser humano como o da cruz do Calvário. Nem mesmo a obra da criação no Gênesis se reveste de tão extraordinário mistério e nada se iguala em demonstração do infinito amor de Deus.

3. A suma do amor de Deus. Em Rm 5.7,8, Paulo nos diz: “Poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Necessitamos “cingir os lombos” do entendimento, isto é, ter a mente constantemente preparada para entender o que Deus fez por nós, dando-nos vida e amor(2 Pe 1.3).
Ninguém até hoje soube descrever o amor de Deus demonstrado na obra da redenção. Nem mesmo alguém até hoje conseguiu interpretar as Escrituras quando elas falam desse amor. Por exemplo: Quem pode sugerir a medida do amor de Deus que se acha em João 3.16? Ou pelo menos dizer o que o Senhor Jesus estava afirmando ao apresentar as medidas desse amor com as palavras “de tal maneira”. O que realmente ocorre é que não há mente humana capaz de esgotar o assunto, nem recursos lingüísticos para se falar cabalmente do amor de Deus!

IV. O ANUNCIO DA PROMESSA DA REDENÇÃO (Sl 130.7; = Is 53.4-8)
A redenção foi anunciada com base no infinito amor de Deus (Jo 3.16). Se dependesse de uma iniciativa do homem, a redenção jamais seria concretizada. Mas aleluia! foi Deus quem tomou a iniciativa e tal se tornou possível. Diz a Bíblia:“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho. unigênito”. Por esta razão, esta é a maior proclamação para a humanidade: a vinda do Redentor (Gn 3.15).
Vivemos em época muito avançada em termos de comunicação. A imprensa falada e escrita vai caminhando a passos de gigante em seu progresso. O mundo gasta grandes fortunas diariamente para nos oferecer uma informação via satélite, microondas, telex, teletipo e outros modernos meios. Repórteres vasculham o planeta em busca de “furos de reportagem”.Porém, jamais uma notícia será mais importante do que esta: A semente da mulher esmagará a cabeça da serpente. E depois, o cumprimento desta, quando Jesus disse: “Está consumado”(Gn 3.15; = Jo 19.30).

1. Foi um mistério nos tempos antigos (Ef 3.1-6). O mistério de Deus não foi conhecido nos tempos antigos. Foi grande esse mistério oculto aos homens em outros tempos, mas revelado agora aos santos (Cl 1.26). Isto quer dizer que a redenção em Cristo estava no plano divino desde os tempos antigos, e que foi cumprido no tempo oportuno: a plenitude dos tempos (Gl 4.4).
Embora só há quase 2.000 anos a crucificação de Jesus tornasse eficaz a redenção aos pecadores, o fato é que o plano divino ali executado estava já estabelecido desde a fundação do mundo. E isto, por falar à nossa maneira, pois na verdade já existia antes. Paulo escreveu: “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos”(Tt
1.2). Isto é, antes da criação do mundo, quando os tempos começaram a ser contados(Gn 1.5).

2. A esperança dos homens no passado. “Oh! se de Sião já viesse a salvação (redenção) de Israel” (Sl 53.6). Este texto denota a ansiedade do povo de Israel por uma redenção que só poderia vir de Sião, isto é, providenciada por Deus (o monte Sião, onde está edificada a cidade de Jerusalém, é figura da Jerusalém celestial, o céu, segundo Hb 12.22; = Ap 14: 1).Os homens do passado morreram na esperança do Redentor (Sl 19.14,). Jó exclamou: “Eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). Tal esperança, portanto, manifestava-se como uma certeza absoluta. Era a esperança de alcançar a redenção por meio do Messias.Podemos imaginar a felicidade dos filhos de Israel, que viviam sob a bandeira de uma esperança messiânica, em contraste com as nações gentias: Sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. (Ef 2.12).Temos de dar glória a Jesus, porque sendo nós gentios, fomos também alcançados por sua infinita graça.

3. O pecado fora do plano de Deus. Quando Deus criou o homem o pôs no Jardim do Éden, sem pecado (Gn 1.27; 2.7). Entretanto, Satanás conseguiu enganar Eva, ocasionando sua queda, e com ela arrastando Adão (Gn 3.1-6) e toda a humanidade (Rm 5.12). Porém, embora Deus estivesse sabendo que tais fatos iriam acontecer, tendo até mesmo estabelecido o plano de redenção antes da fundação do mundo, a verdade é que o pecado-nunca foi planejado por Deus.

4. A redenção anunciada. Logo após a queda do homem, Deus prometeu a semente da mulher (Jesus Cristo), para derrotar a semente da serpente (Gn 3.15). Moisés profetizou a respeito de um profeta semelhante a ele, isto é, um profeta libertador dos escolhidos de Deus(Dt 18.15). E daí em diante, muitos profetas falaram d’Ele: “Dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu sangue” (At 10.4).É importante notarmos que a anunciação imediata do plano divino de redenção do pecador indica duas coisas:
a) Que Deus tem uma sabedoria infinita, apresentando para um problema tão grave uma solução tão rápida;
b) Que Deus já estava com o plano preparado e não precisou traçá-lo para dar a solução para o problema. Uma destas verdades seria suficiente para nos explicar o caso. Mas, a verdade é que ambas as afirmações são verdadeiras.

V. A NATUREZA DA REDENÇÃO
Redenção, como estamos abordando, é no original um termo técnico preciso, significando o ato de libertar o escravo mediante o justo .j resgate exigido e pago. Não era apenas pagar o preço e manter o escravo para si. Era resgatar e libertar. E isso o que Jesus fez no Calvário, mas que entra em vigor quando o pecador vem a Ele, reconhecendo suas misérias, sua escravidão e aceitando-o como seu Redentor.

1. A redenção é eterna (Hb 9.15). E eterna porque foi concedida por Deus desde tempos imemoriais (1 Pe 1.18-20); é eterna porque sua validade nunca terá fim.

2. A redenção é graciosa (Rm 3.24). Todo o preço foi integralmente satisfeito por Jesus Cristo. Deste modo Ele se instituiu em nosso perfeito Redentor, o qual foi morto, ressuscitou e vive para todo o sempre (Ap 1.5,18).

3. A redenção é real (Cl 1.14). 1 Paulo afirma: “no qual temos a redenção”. Trata-se de uma redenção efetiva, experimental e pessoal. 2 Quem a possui, sabe que a porque ela é sentida e vivida, a Deus.

4. A redenção é caríssima ( Sl 49.8). Eliú falou a Jó a respeito grandeza do resgate(Jó 36.18). Quanto mais incalculável é a grandeza do resgate efetuado pelo Cordeiro de Deus!

5. A redenção é fruto da promessa divina. Ao longo da Escritura encontramos promessas e profecias assegurando a redenção d’ alma humana. Eis apenas algum; citações: Gn 3.15; = Dt 18.15; = Sl 132.11; = Is 9.6; = Jr 33.14,15.VI. O PREÇO DA REDENÇÃO (1 Co 6.20; At 20.28)
Não foi com ouro ou prata, mas com o sangue de Jesus que Deus nos resgatou(1 Pe 1.18). O ouro e a prata são, desde a antiguidade, usados para pagamento de uma transação. Eram usados como moeda corrente. Também- o ouro era símbolo da divindade; e a prata, de valor menor, fala-nos da redenção (Lv 5.15; 27.3).

O preço estipulado em prata para a redenção não passava de um símbolo. Jesus, que pagou o preço de nossa redenção, foi vendido pelo traidor por trinta moedas de prata (Mt 26.14-16). O profeta Zacarias havia profetizado dizendo: “E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata. O Senhor, pois, me disse: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor” (Zc 11.12,13).

1. A redenção é pelo sangue de Cristo. O valor da redenção foi superior ao do ouro ou da prata, como vimos acima, e superior ao sangue de Abel (Hb 12.24). Quem, pois, poderia calcular o valor desse sangue? Ele é capaz de comprar almas cujo valor individual excede o valor do mundo inteiro (Mt 16.26).Nos hospitais, o sangue humano é tido em alto preço, porque, com ele, vidas podem ser salvas. Cinco ou mais doadores cedem do seu sangue para salvar uma vida. Mas, graças a Deus, o sangue de Jesus, vertido na cruz do Calvário, é oferecido de graça e sozinho tem poder para salvar todo o que nEle crer.

2. Fomos comprados por elevado preço. A Bíblia diz; “Fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Co 6.20). De todas as tribos da terra foram compradas pessoas com o valor do sangue de Cristo(Jo 2: 2 = Ap 5:
9 ). Realmente, era necessário grande valor par efetuar tão grande resgate.

VII. A OBTENÇÃO DA REDENÇÃO
Se Deus tomasse todas as providências para salvar o pecador e de. pois estabelecesse um meio difícil para aplicar sua obra salvadora, o pecador continuaria perdido.

1. Basta crer em Cristo. Obtém-se a redenção crendo que Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos e aceitando-o como Salvador. A redenção foi efetuada por meio do sangue de Jesus, como foi visto, mas é preciso crer nEle para que a salvação tenha lugar imediatamente em nossa alma. Eis o único ato que o homem precisa cumprir para ser salvo (Jo 6.29).

2. A manifestação da graça. Graça é o amor de Deus manifesta. do em favor do pecador desvalido (Jo 1.14; = Tt 2.11). O sangue de Cristo opera a justificação do pecador, tornando-o santo (Hb 9.14). A fé é dom de Deus e opera em nós para a salvação, aplicando a obra da redenção.3. A pessoa de Jesus. O Senhor Jesus pagou o preço líquido e total da nossa redenção, que foi o seu sangue, isto é, sua vida entregue por nós no Calvário = (Mt 20.28; 26.28).Somente Ele tinha condições de realizar a nossa redenção, pois veio a este mundo sem pecado, assumiu a responsabilidade e sofreu o juízo resultante de nossos pecados (2 Co 5.21). Ele é a nossa propiciação (1 Jo 2.2).

4. O sangue de Jesus. Um evangelho sem a doutrina da redenção não é um evangelho verdadeiro. O sangue redentor de Cristo é fator único de nossa redenção, por isso satanás tanto o odeia e teme. Quando Satanás afirma e insinua que o homem pode ser salvo por suas boas obras, por uma reforma pessoal, por uma religião, por orações, etc, ele está tentando neutralizar a doutrina e a eficácia da redenção através do sangue de Cristo.

5. O sangue de Cristo liberta totalmente o homem. A libertação do pecador não foi efetuada por uma simples declaração de inocência do réu, mas porque sua culpa foi paga integralmente. Por seu sangue, Jesus comprou-nos e nos libertou da escravidão do pecado(Ap 5.9). VIII. OS

EFEITOS DA REDENÇÃO
A redenção que o Senhor Jesus nos propicia através de seu sacrifício, conduz-nos à posição de absoluta liberdade espiritual. Seus efeitos são os vários e maravilhosos.

1. Redimidos do jugo da lei. A redenção nos livra da lei do pecado e Da morte(Rm 8.1-3). Ele nos transfere uma posição de servidão, posto que estávamos debaixo do jugo da lei, e nos transporta para “o reino do Filho do Seu amor”, que quer dizer, para o centro da comunhão diuturna com Deus.
a. O preço da liberdade. Sendo purificados de todo o pecado pelo sangue de Jesus, dessa forma temos liberdade de chegar com confiança ao “trono da graça”, (Hb 4.16), isto é, na presença de Deus, sem ter de nos escondermos dele como fez Adão quando se viu naquela difícil situação de pecado diante do Criador.

2. Redimidos da vã maneira de viver (1 Pe 1.18, 19). Nossa vida anterior era uma vida louca, insensata, desordenada e infrutífera.

3. Redimidos do pecado e da morte. O autor da carta aos Hebreus declara que Jesus Cristo em sua morte aniquilou aquele que tinha o império da morte, Satanás (Hb 2.14). Além disso, livrou a todos aqueles que viviam para sempre sujeitos à servidão (Hb 2.15). Portanto, a Sua morte foi uma morte redentora, isto é, Ele morreu em nosso lugar. Amém

CONCLUSÂO
Ler Ap. 5: 9 – 10 - Redenção é, portanto, a essência da salvação. Significa que fomos comprados para Deus, como o texto de Ap. 5.9-10 já nos mostrou.Como conseqüência ética da nossa redenção, devemos reconhecer que somos o santuário do Espírito Santo e não mais escravos de alguém nem mesmos donos de nossa vida (1 Co 6.19-20). Neste texto, “corpos” é o grego soma, que designa mais que a estrutura física. É o âmago do ser, da pessoa, seu centro volitivo e afetivo. Cristo fez a redenção de todo o nosso ser, para sermos do Senhor. Pensemos em 1 João 4.4 e
5.19. Somos do Senhor. Gloria, Aleluia. Amém

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MSEvangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)4° Trimestre 2008 - Tema: 3º Lição – O Deus da RedençãoBibliografia:-Bíblia de Estudo Pentecostal Edição 1995Bíblia de estudo Genebra 2 Edição 1993http://www.ibcamui.org.brLições Biblica CPAD 1983Lições Biblica CPAD 1985Teologia Sistemática – Stanley M. Horton

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