sábado, 4 de outubro de 2008

4º trimestre / 2008 - Lição 01



Lição 01 - O Deus da Bíblia

Leitura Bíblica em Classe
Sl 136.1-9,26.

Introdução:

I. A existência de Deus

II. A limitação humana diante de Deus

III. A diferença entre o Deus da Bíblia e os falsos deuses

IV. Deuses que não são da Bíblia

Conclusão:



Autor deste comentário: Esdras Costa Bentho. Autor das obras Hermenêutica Fácil e Descomplicada e a Família no Antigo Testamento: história e sociologia, ambos da CPAD.

Título deste subsídio: A Existência de Deus

Palavras-chaves: Existência de Deus; Teísmo; Ateísmo; Agnosticismo; Linguagem Teológica


Introdução

As Sagradas Escrituras não se preocupam em provar a existência de Deus. Sua existência é fato estabelecido. Esta é a razão pela qual a Bíblia não oferece ao homem moderno qualquer prova racional quanto à existência de Deus. “No princípio criou Deus” (Gn 1.1), é o prólogo insofismável das Escrituras. Deus existe antes de tudo e de todos! Nesta simples e contundente afirmação a Bíblia nega:

a) o ateísmo: para o qual Deus não existe;

b) o politeísmo: para o qual existem muitos deuses;

c) o evolucionismo: para o qual a matéria evoluiu "continuamente";

d) o fatalismo: para o qual a vida surgiu do acaso, sem qualquer propósito;

e) o agnosticismo: para o qual Deus não pode ser conhecido.

A segunda parte da proposição sagrada não deixa de ser menos apologética: "... criou Deus os céus e a terra". Nesta verossímil afirmação a Escritura nega:

a) o panteísmo: que confunde Deus com a criação;

b) o materialismo: que afirmar a eternidade da matéria. [1]

A primeira declaração da Escritura acerca de 'Ĕlōhîm (O Criador, o Forte e Poderoso Senhor) é um testemunho irrefutável de sua existência soberana. O Senhor é 'Ĕl hashshāmāyin, isto é, o "Deus dos céus" (Sl 136.26), incapaz, portanto, de ser confundido com a criatura, ou como afirma o nome 'Ĕl 'ēchād, literalmente "o Único Deus" (Ml 2.10), impossível de ser confundido com outros deuses. Por conseguinte, a Sagrada Escritura só reconhece o Único e Soberano Deus de Israel.

Teorias que Negam a Existência de Deus

1. Ateísmo

O vocábulo ateu é formado pelo prefixo grego de negação a (“não”, “provação”, “negação”) e pelo substantivo theos, isto é, “deus” ou “Deus”. Literalmente, atheos significa “sem Deus”. A palavra “ateísmo”, no entanto, é formada pelos dois termos anteriores e o sufixo “ismo” que denota “doutrina”, “sistema”, ou “ensino”. O ateu é aquele que não crê em Deus, enquanto o ateísmo designa a filosofia ou os ensinos dos ateus. Ateísta é aquele que nega a existência de Deus e acredita que existam provas contra a existência do Divino.

O ateísta procura explicar todas as coisas a partir da matéria, do natural e visível. Nas Escrituras o ateísmo professo é considerado mais um problema moral do que filosófico ou existencial. O néscio (hb. nābāl)[2] que nega a Deus (Sl 14.1), não o faz por motivos filosóficos, mas pela suposição prática de que pode viver sem Ele (Sl 10.4). As Escrituras também reconhecem a possibilidade de “suprimir” de modo deliberado e, portanto, culpável, o conhecimento de Deus (Rm 1.18).

Segundo o contexto neotestamentário o ateísta não é apenas aquele que não crê na existência de Deus, mas pode ser também um teísta que não conhece o verdadeiro Deus: “Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Co 8.5,6). Em Efésios 2.12 lemos: “naquele tempo, estáveis sem Cristo [khōris Christou], separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus [ắtheoi] no mundo”. (grifo nosso). O termo grego ắtheoi, neste contexto, tem o sentido de “não pertencente a Deus”, “sem Deus”, em vez do significado corrente de negar racionalmente a existência de Deus, como o fazem os filósofos ateus. Esse ateísmo é mais prático e moral do que existencial e filosófico. Observe que ắtheoi em Efésios, não pretende afirmar que a pessoa não crê em alguma divindade, mas que ignora a existência do Deus de Israel. É assim que devemos entender o advérbio de negação khōris, traduzido em diversas passagens por “separadamente”; “à parte de alguém”; “longe de alguém”. Literalmente a expressão khōris Christou, quer dizer “longe de Cristo”, “afastado de Cristo” e não antichristo, isto é, “contrário ou oposto a Cristo”.

2. Politeísmo

A expressão paulina em 1 Co 8.5 theoi polloi, isto é, “muitos deuses”, formam a palavra “politeísmo”. O politeísmo como sistema filosófico-religioso acredita que existem diversas divindades. Segundo Geisler o politeísmo "é a cosmovisão que afirma a existência de muitos deuses finitos no mundo". [3] Para o politeísta há o "deus da água, do fogo, da guerra" e assim por diante. O politeísmo, como anteriormente afirmamos, é uma forma de ateísmo, segundo o contexto do Novo Testamento. O politeísmo está engajado contra o monoteísmo cristão.

3. Agnosticismo

O termo agnosticismo é formado pelo "a" privativo ("não" – negação) e pelo substantivo "gnōsis" [4], isto é, "conhecimento"; literalmente "não-conhecimento". Agnosticismo é a filosofia religiosa que afirma a impossibilidade de se conhecer a Deus. Segundo o agnóstico não é possível saber se Deus existe ou não. O agnóstico critica o ateu e o teísta pelas pressuposições que assumem: a convicção de que Deus não existe e a certeza de que Deus existe. Por extensão, designa aquele que acredita que não existam provas suficientes para provar ou negar a existência de Deus. Teologicamente, o agnosticismo afirma que é impossível ao homem obter conhecimento a respeito de Deus. Não se pode provar ou refutar Sua existência. O agnosticismo é um sistema que contradiz a si mesmo, pois se não é possível saber com absoluta certeza, como eles mesmos estão certos de que não é possível negar ou confirmar a existência de Deus? Quando o vocábulo foi criado em 1869 por T.H. Huxley (1869) era usado para designar o ceticismo religioso.

4. Panteísmo

A palavra “panteísmo” procede do prefixo “pan”, "muito", "tudo", e do substantivo “theos”, literalmente significa “tudo é Deus”. Esta expressão refere-se aos sistemas religiosos que identificam Deus com o mundo. Para o panteísta tudo é Deus. O panteísmo confunde Deus com a natureza, o Criador com a criação: árvores, pedras, terra, água, todos são partes, segundo afirmam, de Deus (Rm 1.23). Deus e a criação são apenas um – indivisível, indissociável, imanente. O panteísmo também defende a imanência radical de Deus, pois crê que Deus está e é tudo. Como já observamos anteriormente, a Bíblia não confunde o Criador com a criatura, muito menos ensina a natureza como emanação divina. Deus, embora ativo na história, está separado das coisas criadas e controla toda a criação. Ele não é idêntico às criaturas, em menor ou maior grau. O panteísmo também nega o caráter pessoal de Deus ao identificá-lo com o mundo material.

5. Materialismo

O materialismo declara que a única realidade é a matéria, o tangível, as coisas concretas, não espirituais. Não crê na existência de Deus porque não O vê. Todas as coisas se explicam naturalmente e através dos agentes físicos e materiais. O materialismo, freqüentemente, tem sido colocado em oposição à vida, à mente, à alma ou ao espírito. Uma preocupação com a matéria tem significado, tradicionalmente, uma preocupação com os prazeres mundanos e os confortos físicos em contraste com o bem religioso e espiritual.

Afinal, Quem é Deus?

Todas e quaisquer definições intelectuais acerca de Deus se confinam à limitação humana: “Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso” (Jó 11.7). Definir, em última análise, significa limitar. Envolve a inclusão do ser ou objeto definido dentro de uma determinada classe. Deus não pode ser satisfatoriamente definido. Ele é muito mais do que as palavras significam. O Eterno não está confinado aos sentidos da limitada linguagem humana. Hegel chamava de "consciência infeliz", o fato de o finito, o homem, tentar definir o Infinito, Deus. Temos neste ponto o desafio e confronto da linguagem apofática e catafática na teologia. A linguagem do Mistério e do revelado, do cognoscível e Incognoscível, do Transcendente e do imanente, o Deus dos filósofos e o Deus de Abraão. Como afirma a Bíblia a respeito de Deus, hā'ēl haggādôl wehannōrâ – "Deus, grande e terrível" (Ne 1.5; 4.14; 9.32; Dt 7.9). Quem é suficientemente sábio para compreender a sublimidade dessas palavras? Porém, a Bíblia declara a existência de Deus e revela seu caráter e natureza com bases racionais suficientes para se estabelecer um conceito coerente a respeito dEle, de seus atributos e natureza. Ninguém pode definir a Deus satisfatoriamente à parte daquilo que as Escrituras afirmam acerca de Deus. Lembremos, com muita humildade e devoção, que Deus não pode ser definido em sua natureza transcendente, pois Ele é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último. Ele é O Eterno (Jo 1.18).

Notas

[1] Ver BAXTER, J.Sidlow. Examinai as Escrituras. São Paulo: Vida Nova, 1992, p.36.

[2] No hebraico "ser insensato", "tolo". O termo é usado para indicar a repugnância ou desprezo do hagiógrafo pelas pessoas que zombam da rocha de sua salvação (Dt 32.15) ou trata o pai com desdém (Mq 7.6). Deus torna o recalcitrante desprezível (Na 3.6). O termo enfatiza que a pessoa tem comportamento vil e vergonhoso. Moisés censurou sua geração, chamando-a de ‘am nābāl, “povo louco” (Dt32.6).Cf. R. Laird HARRIS (et al), Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento,1998,p.909-910.

[3] GEISLER, Norman. Enciclopédia de apologética. São Paulo: Vida, 2001, p. 707.

[4] No grego, conhecimento nos textos de Lc 1.77; 11.52; Rm 11.33; 1 Co 8.7,7,11. Com o genitivo significa o conhecimento pessoal de alguém (Fp 3.8).



Adquira as obras do autor:

Hermenêutica fácil e descomplicada, CPAD.

A Família no Antigo Testamento, CPAD.

sábado, 27 de setembro de 2008

Cristo, única esperança desta geração - Pr. Osiel Varela

posted by Editor in September 27th, 2008
in Subsídios Lições

Cristo, a Única Esperança Desta Geração.
LIÇÃO 13-CPAD Autor: Osvarela
Texto Áureo:
Rm. 15.13: Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo.
Leitura Bíblica em Classe: Rm.8.18:Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?Mas, se esperamos o que não vemos com paciência o esperamos.
Esperança:
. No Hebraico do Antigo Testamento
yahal - esperar, aguardar.
yahil - espera, usado somente em Lamentações 3:26.
tohelet - esperança.
kesel - confiança, esperança.
mabat - esperança, expectativa - Zacarias 9:5, Isaías 20:5 -6.
miqweh - esperança.
As palavras - miqweh e - tiqwa - que são traduzidas por esperar ou esperança explicam uma das maiores características da vida de fé que é esperar com certeza inabalável. Esperar com certeza inabalável quer dizer suportar pacientemente com uma confiante esperança de que Deus agirá decisivamente em favor da salvação de Seu povo - ver Gênesis 49:18[A tua salvação espero, ó Senhor!]. Esperar constituí a própria essência daquilo que somos, pois é com nossas almas que aguardamos no Senhor - ver Salmos 130:5.” Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.”
tiqwa - esperança.
sabar - esperança - aguardar, ter esperança (no Piel = forma intensa).
seber - esperança.
Elpídio: Grego - O que tem esperança
Esperança:Mitológico - Deusa romana considerada a irmã do sono

Eretz - Terra
Eretz Yisrael -Terra de Israel (do hebraico ??? ?????)
Elpis - Esperança
Elpis Israel - Esperança de Israel

Exemplos de tipos de Esperança:

- Esperança no ser humano - Quando coloco a expectativa no homem. Muitas pessoas fazem isso, e podem ser inspirados a grandes realizações.
- Esperança em sociedades - Quando se espera do coletivo, das normas e éticas, quando o foco está no conjunto, também nesse caso há virtudes e decepções.
- Esperança na vida - Isso muitas vezes torna turva a minha visão, por ser uma expectativa no abstrato ou algum projeto que será frustrado.Um evento cmo a quebra de bancos nos EUA pode frustrar os planos de muitos pelo mundo afora..
- Esperança no eu, em mim - Vai desde o conjunto de forças intelectuais, emocionais, físicas, gerando-me auto-confiança. Sal 39:7 - Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
Salmo 40 “Esperei com paciência no Senhor”
- A Verdadeira esperança é aquela colocada em Jesus Cristo - O Homem de Nazaré.
I -Elpis Israel - Esperança de Israel.
Não é sem razão que o hino nacional de Israel é - ‘ A Hatikva - A Esperança’. Suas palavras calam fundo na alma judaica. Falam da esperança imortal do povo judeu ao longo dos anos de exílio, do acalentado sonho de um dia retornar, soberano e independente, à sua terra ancestral.
Ninguém mais do que Israel vive na contínua esperança, de uma redenção completa, em um todo de espera secular e de Promessa patriarcal em Abraão, seja uma redenção espiritual, secular, como povo e como Nação.
“Mesmo durante os longos anos em que Eretz Israel esteve nas mãos de povos estrangeiros e os judeus viveram sob seu domínio, a esperança de independência e o anseio por liberdade jamais feneceram. Esse é o tema da segunda estrofe do hino, que canta o desejo do povo judeu, de geração em geração - espalhado pelo mundo ou oprimido na terra de seus ancestrais.” DO SITE MORASHA.
As promessas proféticas Elpis Israel - mantêem viva a chama da redenção.
Viver as condições de opressão como vive o estado de Israel, destarte a posição de defesa dos seus vizinhos, é uma parábola viva da Igreja e o mundo atual.
Sal 78:7 - Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos.
Pro 13:12 - A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida.

A esperança de Israel perdura pelo conhecimento, ainda que muitas vezes sublimado, mas mantido de geração em geração, pela oralidade histórica comunicada de pais a filhos, onde eles ouvem e guardam as palavras proféticas como de Jeremias: Jer. 31:17 - E há esperança quanto ao teu futuro,
II - Esperança Desta Geração.
Nós os gentios vivíamos sem esta esperança e em Cristo Jesus Nosso Senhor, a alcançamos como viva esperança.
1Pe 1:3 - Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.
A falta de esperança no Mundo é um dos fatores inconscientes e mais desprezados entre os estudiosos seculares, como germe causídico, da violência, do desamor da desagregação da família, da vida desenfreada na concupiscência e muitas vezes razão de suicídios de alguns desesperançados, sem saber qual será o seu futuro.
Vivemos na geração das novidades descartáveis, vivemos na geração dos homens [antropológico] descartável.
Vivemos na geração da volatilização do poder, seja ele, autoritativo ou financeiro, o que é bilionário hoje pode numa virada, como vivemos nestes dias deste mês, ser um mísero milionário, e no seu consciente ou na sua ganância sentir-se um nada sem esperança.

As pessoas comuns casam-se numa esperança de viver uma vida feliz e sossegada com a mulher dos seus sonhos, e poucos anos, se ali chegar esta se separando, na imitação das cenas televisivas e cinematográficas em que tudo é passageiro.
Este comportamento está criando uma multidão de desesperançados.
Mesmo no interior de nossas Igrejas, devido as famosas ‘profecias’ muitos se desesperam por não vê se cumprir, mesmo que seja uma real promessa profética de Deus, não temos paciência para alcançar o dia do seu cumprimento, chegando a perder a esperança.

A geração da Internet tem uma característica: a falta de paciência, que acaba não produzindo a esperança.
Rom.5.1.ss: TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos

A confusão de crenças, igrejas, nomes de denominações, dúvidas sobre a existência de Deus gera no homem desta geração, que nunca ouviu tanta coisas correlatas ás aspirações do seu espírito e alma que encontra-se em confusão.
Mas, ao aceitar Jesus Cristo como única e fiel esperança ele verá que todas estas tribulações e anseios da alma e do dia-a-dia serão transformados em Esperança verdadeira que só em Cristo não nos deixa confundidos,
Lam 3:26 - Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.
No sentido principal da palavra esperança está o segredo para esta geração. Esta é uma geração do ver para crer e não crer para ver, muito disto já entrou no meio da Igreja e está assentado nos bancos e até nos púlpitos.
II -a- Seremos a geração Tomé?
Job 17:15 - Onde, pois, estaria agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
III - A esperança se perdeu?
Heb 10:23 - Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.
PARA UM MUNDO SEM Deus parece não haver solução.
“Tikavatenu”, ou seja, “nossa esperança”.
Ezequiel 37.11:Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.
Muitos, já se dão como perdidos, seja em suas mazelas, seja em seus pecados, como disse o Apóstolo Paulo, que o pecado malignamente se aproveitou, da consciência que o homem é pecador.
Neste raciocínio, muitos se quedam e se conformam sem esperança de salvação, adentrando no espaço vazio e lúgubre do ‘já estou perdido então. ‘Não tem outra expressão como usou o profeta: E o profeta Zacarias usa uma das mais inusitadas expressões para se referir ao povo de Deus ao chamá-lo de “presos da esperança” - ver Zacarias 9:12.” Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também hoje vos anuncio que vos restaurarei em dobro.”
Rom. 6.1,2,14:QUE diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?:Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei,
IV - A PORTA DA ESPERANÇA;
Petach Tikva significa “a porta da esperança”, expressão do profeta Oséas, capítulo 2, na qual se refere ao tempo em que Deus retornará ao seu povo e então o vale sombrio será substituído pela “porta da esperança”.
Oséas, capítulo 2.15: E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará…
Há ainda um hino a ser entoado por uma grande e milionária multidão - Cristo, a única esperança.
Nós como Igreja, já encontramos, a porta - Jesus de Nazaré.Ele é a verdadeira Petach Tikva desta geração!
Há na TV brasileira um senhor que usou do conhecimento desta palavra devido as suas origens e criou um programa que buscava dar esperança em bens materiais aos necessitados e criava toda uma expectativa de melhora, ainda que pequena, aos mesmos.
Porém a Igreja tem a verdadeira porta, por onde quem entrar achará e terá a esperança eterna e viva.
João 10.9: Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
O pastor de ovelhas dorme na entrada do aprisco de maneira que para entrar no aprisco tem que passar por cima dele.
Tudo o que esta geração precisa é encontrar a porta - Jesus - para sentir-se abrigada e esperançosa que terá um amanhã.
Hoje mesmo, dos muitos saíram de casa, talvez não voltem, ou melhor, com certeza não voltarão, basta ver a estatística de morte, no trânsito, dos que trabalham como ‘moto boys’ [um 'office-boy' que usa motocicleta para sua locomoção], em São Paulo é uma morte por dia entre esta classe de trabalhadores, muitas vezes aborrecidos momentaneamente por nós.
Sal 39:7 - Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
Devemos anunciar como no hino de Israel, onde o poeta trocou a frase “nossa esperança foi perdida” por “ainda não passou nossa esperança”.
Ezequiel 37.11: Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.
Ossos secos, como esta geração se situa podem ter esperança e serem fortalecidos côo na visão do profeta, poderão ter músculos, nervos e pele e por fim vida em Jesus o autor da vida e da esperança.
Em Cristo os homens desta geração poderão cantar:” Hatikva - A Esperança’”
Lembro-me de uma Campanha que participei, à épocva, de muitas campanhas evnagelísticas existentes por este Brasil, afora, chamava-se ‘Cristo, a Única Esperança’, similar ao tema da nossa Lição deste trimestre, a última do mesmo.
Sob este lema muitas almas aceitaram à Cristo.
Por quê?
Porque lhes faltava esperança.

A mensagem daqueles dias continua sendo real e verdadeira para um mundo em crise, para uma geração trancafiada em seus quartos, madrugadas à dentro, junto a um computador, falando com uma pessoa que se diz ser alguém e não é nem a sombra do personagem digital [o mundo dos avatares], em que estes se isolam da família da Igreja e de Deus, só nos resta “Cristo, como a Única Esperança Desta Geração”.
Como os nossos irmãos israelitas, esta geração precisa e deve tomar alguns cálices:
1. O primeiro copo era chamado o cálice da santidade.
2. O segundo copo era chamado o cálice da instrução. Esta geração precisa aprender a Palavra de Deus. E para a Igreja o cálice da Santa Ceia, nos serve de instrução sobre a obra de Cristo para nos libertar da escravidão do pecado.
3. O terceiro copo era chamado o cálice da redenção. Este foi o cálice referido pelo Senhor como símbolo do seu sangue. Pelo sangue derramado por Cristo, esta Geração hodierna pode ter esperança. Cristo disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Depois, tomando um cálice, deu graças e deu-lho dizendo: Isto é o meu sangue, o sangue do novo pacto, fazei isto em memória de mim.
4. O quarto copo era chamado o cálice da esperança. Era o copo final, o cálice da alegria, tomado no final da refeição como nós tomamos o último copo num casamento. Foi este cálice que Jesus disse que não beberia até que venha o Reino de Deus e possa bebê-lo com a sua noiva. Ou, d’outra maneira: “Até àquele dia em que o beber novo no Reino de Deus”. No final cantavam o grande Hallel, os Salmos 114 a 118.
A esperança da nossa Ceia celestial, com Jesus Cristo, deve abundar os corações de nossa geração como a refeição terminava com ação de graças por um deles e o amém por todos.
Fonte:
Morasha
Beth-shalom
Bíblia digital Chamada
Cilisboa.org
Joaquim Cantaga
Rabino Dr. Abraham Skorka
Reitor do Seminário Rabínico Latinoamericano “M:T: Meyer”
Rabino de la comunidad Bnei Tikva
MASORTI, Buenos Aires

Osvarela

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

RESISTINDO OS APELOS DO MUNDANISMO - Pr. Adilson Guilhermel

por Pr. Adilson Guilhermel

Lição 12 – 21/09/2008

Texto Bíblico: Romanos 12.2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

SÓ QUEM MORRE PARA O MUNDO, SABE VIVER NELE

1. REFREIE OS SENTIMENTOS CARNAIS

Saiba conter os impulsos – Tg 3.4 Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.
Saiba vencer as tentações – Tg 1.14 Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
Saiba evitar os enganos – Jó 15.31 Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.

2. BUSQUE AS RENOVAÇÕES MENTAIS

É preciso apreender mais de Deus – Sl 27.4 Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.
É preciso conhecer mais de Deus – Ec 7.25 Eu apliquei o meu coração para saber, e inquirir, e buscar a sabedoria e a razão das coisas, e para conhecer que a impiedade é insensatez e que a estultícia é loucura.
É preciso alcançar mais de Deus – Hb 4.16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.

3. DESEJE AS EXPERIENCIAS DIVINAS

Elas nos são beneficentes – Sl 68.19 Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos carrega de benefícios; o Deus que é a nossa salvação.
Elas nos são satisfatórias – Is 55.2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.
Elas nos são renovadoras – 2 Co 4.16 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.

Pr Adilson Guilhermel - www.pastorguilhermel.com.br

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Neopaganismo, um mal a ser combatido - José Roberto

por José Roberto A. Barbosa

Lição - 11

Texto Áureo: Hb. 3.12 – Leitura Bíblica em Classe: II Pe. 3.12
Objetivo:
Despertar a igreja à vigilância alicerçada na Palavra de Deus, a fim de combater eficazmente o neopaganismo.

INTRODUÇÃO
Em resposta ao materialismo, algumas pessoas estão indo para um outro extremo, na direção ao paganismo. A fim de esclarecer aqueles que se encontram ligados às práticas do neopaganismo, e de alertar a igreja em relação aos males advindos desse tipo de superstição, estudaremos, na lição de hoje, os seguintes aspectos: 1) a definição do que seja paganismo e neopaganismo; 2) as sutilezas modernas do neopaganismo; e 3) como combater o mal do neopaganismo.

1. DEFINIÇÕES: PAGANISMO E NEOPAGANISMO
Em sentido amplo, a palavra “pagão” pode significar “nação”, isto é, todo povo que, anteriormente, não professava a fé judaica. A raiz dessa palavra é latina, vem de pagus – país, depois, acabou por significar tudo o que não é civilizado. Em sentido restrito, principalmente no cristianismo, o paganismo passou a ser toda e qualquer religião que se fundamenta na adoração idólatra. Na atualidade, esse termo, bem como a idéia de neopaganismo, tem conotação religiosa. Por assim dizer, um pagão é todo aquele que não recebeu o evangelho de Cristo. Mais especificamente, diz respeito àquele que vive em práticas religiosas primitivas. No presente, algumas dessas antigas práticas, comuns entre os religiosos não-cristãos, estão se difundindo na sociedade. O neopaganismo, ao ser analisado desse prisma, não passa de um remendo novo em odre velho. Citamos, como exemplo, o Movimento da Nova Era que surgiu nos anos 70, e ganhou notoriedade nos anos 80, e que tem envolvido várias pessoas em práticas ocultistas. É comum, nesses últimos anos, identificar um crescimento significativo de crenças pagãs tais como: culto aos anjos, influências dos cristais, decifrações cabalísticas, adoração a duendes, reencarnação de espíritos, entre outras.

2. AS SUTILIZAS DO NEOPAGANISMO
Para difundir suas idéias, os adeptos do neopaganismo utilizam todos os meios de comunicação possíveis. Por essa razão, a cultura moderna está impregnada de crenças neopagãs, seja na música, na literatura, na televisão e/ou no cinema. Não sejamos ingênuos de pensar que a cultura humana é neutra. Os canais de televisão, os produtores cinematográficos e escritores têm seus posicionamentos ideológicos. Como a tendência ao paganismo é uma prática corrente na sociedade, e mais que isso, dá lucro, a indústria cultural investe em quantias vultosas a fim de propagar suas idéias, na música, na literatura, no cinema e na televisão: 1) na música – algumas composições tratam de temas profanos, religiosidade anticristã, principalmente, fazendo forte apelo sexual; 2) na literatura – as pessoas se distanciam cada vez mais da boa literatura e preferem ler autores de auto-ajuda e que promovem o paganismo, basta destacar como exemplo, o blasfemo Código da Vinci (neognosticismo) e o Harry Potter (ocultismo); 3) o cinema – além de aproveitar os sucessos editoriais pagãos, levando-os às telas, promove crenças esotéricas, espiritualidades não-cristãs e filmes que até instruem a adoração à Satanás; e 4) a televisão – os canais de televisão, em sua vasta maioria, são sustentados pela audiência, por isso, sob a pressão do mercado, produz uma programação que não condiz com os princípios bíblicos, algumas novelas patrocinam o espiritismo. Os desenhos animados e os jogos de videogame incitam à violência, deixando as crianças à mercê das forças do mal.

3. COMO COMBATER O MAL DO NEOPAGANISMO
3.1 Ensinar a Palavra de Deus - precisamos, inicialmente, investir nos de casa, estimulando o ensinamento da Palavra de Deus. Muitas igrejas, ao invés de conduzir os crentes à Palavra, fomentam a superstição evangélica. Não é difícil encontrar “tristemunhos”, ditos cristãs, os quais, na verdade, não passam de mero subjetivismo, sem qualquer respaldo bíblico. Cada vez menos os crentes conhecem a Bíblia e frequentam a Escola Dominical.

3.2 Difundir a cultura evangélica – existem bons filmes cristãos, livros e romances que têm apelo cristão. Dentre os vários autores, destacamos, por exemplo, a farta obra de C. S. Lewis que, atualmente, está sendo levada ao cinema com o título de As crônicas de Narnia. Os crentes em Cristo precisam, com sabedoria, e principalmente, à luz da Palavra, saber escolher temáticas na música, na literatura, no cinema e na televisão que estejam fundamentados nos valores cristãos.

3.3 Estimular à espiritualidade cristã – o antídoto contra essa espiritualidade pagã, movida por prática distantes da Palavra de Deus, é o desenvolvimento de uma devoção genuinamente cristã. Essa acontece por meio das disciplinas espirituais: meditação na Bíblia Sagrada, nos momentos de oração, na partilha em comunidade, e, sobretudo, pela manifestação do amor.

CONCLUSÃO
Para não sermos levados pela onda do neopaganismo devemos: 1) aprender a desenvolver a mente de Cristo (I Co. 2.16); 2) não nos conformar com as vontades deste mundo (Rm. 12.2); 3) conhecer as estratégias de Satanás (I Pe. 5.8; II Co. 2.10,11), e 4) defender a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd. v.3; II Pe. 2.1; Fp. 1.16).

BIBLIOGRAFIACOLSON, C. & PEARCEY, N. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.COLSON, C. & PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A inversão de valores - José Roberto A. Barbosa

Lição:10

Texto Áureo: II Pe. 3.3 – Leitura Bíblica em Classe: Mt. 23.13-19,28
Objetivo: Mostrar que os valores éticos e morais encontrados na Bíblia são absolutos e insubstituíveis, porque estão fundamentados na Palavra e no caráter de Cristo.
INTRODUÇÃOA sociedade moderna inverteu os valores morais. Essa condição remete ao contexto israelita dos tempos do profeta Isaias (Is. 5.20). A fim de ressaltar a importância da ética e da moral, estudaremos, na lição de hoje, os seguintes tópicos: 1) conceitos de valor, ética e moral; 2) As causas da inversão de valores; e 3) o resgate dos valores cristãos.

1. DEFINIÇÕES: VALOR, ÉTICA E MORAL
Aristóteles, o filósofo grego, fazia a distinção entre
valor intrínseco e valor extrínseco. Para ele, esse é o fundamento que faz os seres humanos valorizarem ou desvalorizarem determinadas coisas. Diz-se que algo tem valor intrínseco quando a base para seu valor é percebido como estando em sua própria natureza, isto é, quando é valorizado por si só, em vez de por seus efeitos. Ao contrário, algo tem valor extrínseco quando a base para seu valor encontra-se em sua relação com outro valor, isto é, quando é valorizado por seus efeitos. A ética, por sua vez, tem a ver com as questões que envolvem o correto e o impróprio, bem como a determinação do bem humano. A moral envolve a prática real de viver segundo determinada crenças. A ética é a sua contraparte, na medida em que busca identificar o porquê de serem algumas práticas morais ou imorais. A ética cristã envolve o modo como as pessoas devem viver. A fonte da ética cristã é a Bíblia Sagrada. Essa ética mostra como deve ser o relacionamento do cristão, com Deus, e em particular, com os outros seres humanos. O que se observa, nesses últimos tempos, é uma inversão dos valores éticos na sociedade. As pessoas não querem dar ouvidos ao que está revelado na Escritura, substituindo tais valores por modelos mundanos (Is. 5.18-25; Cl. 2.8).

2. AS CAUSAS DA INVERSÃO DE VALORESO
Relativismo vigente defende que não existem verdades absolutas, por isso, tudo é relativo. Essa parece ser uma declaração contraditória, pois, se tudo é relativo, somos levados, então, também a concluir que “é relativo que tudo seja relativo”. Associado ao relativismo, está a visão pluralista, que aceita, como certo, todo e qualquer posicionamento. É como se não mais existissem fronteiras entre o certo e o errado. Os meios de comunicação em massa, principalmente, a televisão, têm sido amplamente utilizados para difundir os valores invertidos. A programação televisiva, na sua maior parte, encontra-se sob o controle de visões antibíblicas. Até mesmo os telejornais precisam ser vistos à luz da criticidade bíblica, tendo em vista que alguns jornais manipulam as informações de acordo com os interesses humanistas com vistas a denegrir a imagem dos evangélicos. A maioria dos canais objetiva desestruturar as famílias. Nas novelas e filmes, as pessoas que desempenham o seu papel, vivem como se Deus não existisse, e quando nele acreditam, não O concebem de acordo com a revelação bíblica. O padrão bíblico para o casamento é que seja entre homem e mulher (Gn. 2.21-24), em amor e submissão (Ef. 5.31-33), criando os filhos no temor do Senhor (Ef. 6.1-4). Diferentemente dos seculares, os valores de Deus são: 1) absolutos - Deus é soberano, por conseguinte, seus princípios e preceitos também os são (Rm. 11.34-36). O homem pode até rejeitá-los, mas a conseqüência será sua própria ruína (Dt. 12.28; Gl. 6.7,8); 2) imutáveis – Deus não muda (Ml. 3.6; Hb. 13.8), por isso, seus preceitos e princípios jamais mudarão, de eternidade a eternidade permanece a palavra de Deus (Sl. 119.89; Mc.13.31); e 3 ) universais – Deus é único, em toda parte, apenas Ele é Deus (Dt. 6.4; II Sm. 7.22; Is. 45.21; 46.9; I Co. 8.4), portanto, seus preceitos e princípios não estão restritos a um determinado país ou região (Mt. 28.18-20).

3. A REAÇÃO À INVERSÃO DE VALORES3.1
Moldando-se ao caráter de CristoNós, os cristãos, não podemos viver como vive o mundo, pois sabemos que o final desse caminho é a morte (Pv. 14.12). Somos chamados a andar no Espírito, não cumprindo as concupiscências da carne (Gl. 5.19,20), mas a desenvolver o fruto do Espírito, que, conforme está escrito em Gl. 5.22, é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Assim, estaremos sendo moldados ao caráter de Cristo, nosso Senhor, que conclama à santificação (Lv. 20.7; Mt. 5.48; I Ts. 4.3-7).

3.2 Estimulando vocações cristãs para a vida pública
Deus nos chama à santificação, não ao isolacionismo, por isso, devemos tomar parte das decisões sociais, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). José (Gn. 50.2) e Daniel (Dn.6.4,28) são dois bons exemplos bíblicos de homens que foram usados por Deus para beneficiar o seu povo e para testemunhar das grandezas de Deus na vida pública. O estímulo às vocações cristãs deve ter como propósito a defesa de uma ética cristã, para isso, faz-se necessário que as pessoas vocacionadas sejam “capazes e tementes a Deus” (Ex. 18.21) e que não busquem o poder apenas para o seu bem pessoal, mas com o propósito de servir (Lc.22.26).

3.3 Mantendo os padrões bíblicos de vida e testemunho
Nada adiantará defendermos uma coisas e vivermos por outra, esse era o grande problema dos fariseus, repreendidos por Jesus em Mt. 23. O mundo não quer apenas ouvir o que temos a dizer, mas, principalmente, como vivemos a partir do que cremos. Por isso, o apóstolo Tiago ressaltou que “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg. 2.17). Somos reconhecidos pelos nossos frutos (Mt. 7.16-20).

CONCLUSÃO
O Relativismo moral solapa o mundo pós-moderno, já que o homem, com base na cosmovisão materialista e existencialista, tende a pôr o errado em lugar do certo. A conseqüência tem sido a destruição dos valores espirituais e morais, levando-o ao afastamento de Deus. Nós, os cristãos, a fim de dar o exemplo, devemos viver, não de acordo com os preceitos e princípios humanistas, mas com a vontade de Deus que é absoluta, imutável e universal (Rm. 12.1,2).

BIBLIOGRAFIA
COLSON, C. & PEARCEY, N. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
COLSON, C. & PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2004

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A Sedução das Drogas

Lição: 09

Texto Áureo: Ef. 5.8 – Leitura Bíblica em Classe: Pv. 23.29-35
Objetivo: Mostrar que somente por meio da graça redentora de Cristo é possível viver sem os vícios que destroem o corpo, o templo do Espírito Santo.
INTRODUÇÃO
O uso das drogas se tornou um mal não só para o corpo humano, mas também para a sociedade como um todo. Várias pessoas, nos dias atuais, se encontram atadas às correntes dos vícios que resultam não apenas na destruição do corpo, da família e da sociedade. Ciente dos males que as drogas tem causado, nos propomos, na lição de hoje, a 1) definir o que seja drogas e refletir a respeito das causas de sua utilização; 2) mostrar o que a Bíblia tem a dizer a respeito do uso de drogas; e 3) instruir as pessoas a não se envolverem com as drogas, bem como saídas para aqueles que, por elas, se encontram aprisionados.
1. DROGAS, O QUE É E PORQUE AS PESSOAS AS USAM
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, drogas é toda substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções. As drogas costumam ser classificadas em: 1) ilícitas - são aquelas substâncias cuja comercialização é proibida por provocar altíssimo risco de causar dependência física e/ou psíquica (cocaína, maconha, crack, etc); 2) lícitas - são aquelas legalmente produzidas e comercializadas (bebidas alcoólicas, tabaco, medicamentos, inalantes, solventes), sendo que a comercialização de alguns medicamentos é controlada, pois há risco de causar dependência física / psíquica; 3) bebida alcoólicas - álcool etílico, extraído da fermentação de substâncias açucaradas (uva, cana-de-açúcar, cereais). Em relação à sua utilização, destaca-se, principalmente, os problemas de ordem familiar. Mas não sejamos ingênuos em pensar que apenas a desestruturação familiar seja a única causa do uso de drogas. O uso de drogas são os meios que os indivíduos usam para buscar mais prazer do que a sociedade oferece e para aliviarem suas frustrações e insatisfações com uma sociedade que perdeu seus valores, que se tornou relativista e fragmentária. Os jovens usam drogas porque não há mais rumos pré-estabelecidos, não há mais valores, não há mais limites, somente o que importa é a busca do prazer imediato. Elas produzem um alívio momentâneo, mas potente, que altera o funcionamento bioquímico do cérebro, possibilitando a sensação de prazer, mas que às vezes tem se tornado um caminho sem volta.

2. A BÍBLIA TEM ALGO A DIZER A RESPEITO DO USO DE DROGAS?
Muitas das drogas que conhecemos nos dias atuais não faziam parte do universo dos tempos bíblicos. Mesmo assim, os princípios da Palavra de Deus, em relação às drogas de antigamente, se aplicam perfeitamente à modernidade. A começar pelo texto de Ef. 5.18, no qual, Paulo escreve aos crentes de Éfeso, instruindo-os a não se embriagarem com vinho, antes a serem cheios do Espírito Santo. Naquela cidade, era bastante comum o culto a Baco, e, por ocasiões das festividades a esse deus, muitos saiam pelas ruas embriagados. Deus não deseja que o homem se torne escravo das drogas. A vontade do Senhor é que encontremos plena satisfação nEle, não nas drogas como muitos estão fazendo nos dias atuais. Ao invés de encontrar felicidade, estão, na verdade, destruindo suas vidas (Pv. 23.29-35; I Co. 3.17). Principalmente os jovens têm sido presa fácil das ciladas satânicas as quais, por influências e necessidades sociais acabam se deixando levar pelo vício. O Senhor, por outro lado, deseja que a juventude viva debaixo do temor ao Senhor, esse sim é o princípio da sabedoria (I Pe. 5.8; Ec. 12.1). O uso de drogas é pecado porque, conforme já vimos na lição anterior, destroem o corpo, o templo do Espírito (I Co. 6.18-20; I Co. 3.17). O consumo de drogas, no entanto, não traz males apenas ao indivíduo, ele afeta a família e a sociedade inteira (Pv. 4.17; 5.22,23; 23.29-35). As pessoas que entram por esse caminho tornam-se escravas dos seus vícios, e por causa dele, sacrificam o bem-estar dos outros. Para cumprir com sua concupiscência, há quem assassine seus familiares.

3. VIVER SEM DROGAS, UMA CAMINHO NECESSÁRIO
As drogas estão destruindo as vidas das pessoas, e com elas, a paz social. O uso de entorpecentes não é um problema apenas daqueles que os consomem, todos nós devemos estar envolvidos na cura desse mal. Precisamos, inicialmente, investir na prevenção, ensinando aos jovens que existe um caminho sobremodo excelente (I Co. 12.31). Seguir a Cristo é a verdadeira contracultura, andar no Espírito e de acordo com a Palavra de Deus é a melhor alternativa (Pv. 3.1-8; 4.23-27). Para aqueles que, infelizmente, se encontram presos às drogas, é preciso buscar tratamento. Existem muitos centros evangélicos de recuperação de pessoas drogadas. Libertar essas pessoas das drogas é uma responsabilidade não apenas governamental, a igreja também deve se interessar por esse problema.

CONCLUSÃO
Em seu livro A cruz e o Punhal, que também foi transformado em filme, David Wilkerson relata como um grupo de jovens viciados em droga teve suas vidas transformadas através do evangelho de Cristo. Em muitos lugares no Brasil, Deus também está reconstruindo a história de várias pessoas que, através do amor gracioso da igreja, estão sendo libertados do poder do pecado. As drogas não conduzem seus usuários à liberdade, na verdade, elas aprisionam (Rm. 8.34), mas, se o Filho libertar, verdadeiramente, se é livre (Jo. 8.36).

BIBLIOGRAFIA
BURNS, J. Uma palavra sobre sexo, drogas e rock’n roll. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
WILKERSON, D. A cruz e o punhal. Venda Nova: Betânia, 1983.

Pr. José Roberto A. Barbosa
http://subsidioebd.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Cuidando do corpo com moderação - AD. Recife/PE

LIÇÃO: 08

INTRODUÇÃO:
O Soberano Criador fez o corpo (Do gr. Soma; do lat. corpus) para ser o invólucro da alma e do espírito,
que são imateriais. Nosso corpo deve ser o templo de Deus e para sua glória (I Co 6.19). A mordomia do corpo implica reconhecer que o mesmo é de Deus, e deve ser conservado santo e agradável a Ele (Rm 12.1). Nesta lição aprenderemos sobre os cuidados que devemos exercer sobre o corpo, quanto à sua pureza, zelo, cuidado e preservação.

I- A NATUREZA MATERIAL DO CORPO
1.1 A estrutura do corpo humano – A Bíblia declara que Deus fez o homem do pó da terra: “E formou o SENHOR
Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”
(Gn 2.7); “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o SENHOR, é do céu.. Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial ” (I Co 15.47-49) . A ciência afirma que o corpo é constituído de vários elementos químicos terrígenos (cálcio, carbono, cloro, flúor, hidrogênio, iodo, ferro, magnésio, manganês, nitrogênio, oxigênio, fósforo, potássio, silicone, sódio e súlfur), juntos eles não ultrapassam 6% de todo o corpo e o restante é composto de água, carbono e gases.

1.2 Ilustrações tipológicas da natureza material do corpo:

a) Tabernáculo ou tenda (II Co 5.1; II Pe 1.13): “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa feita por mãos, eterna, nos céus.” “E tenho por justo, enquanto estiver neste tabernáculo, despertar-vos com admoestações. Sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado”. Esses textos referem-se ao corpo como algo provisório, assim como o Tabernáculo o era para Israel, em sua peregrinação pelo deserto.

b) Templo de Deus (I Co 6.19): “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”. Aqui o termo “templo” faz alusão à adoração (hb. “shakah” e do gr. “proskuneo” traduzida como adorar no A.T. significa “curvar-se, suplicar humildemente, mostrar reverência, prostrar-se ou expressar reverência”) que devemos prestar a Deus por intermédio do nosso corpo. Adoração é a reação dos crentes, de tudo o que são – mente, emoções, vontade e corpo – ao que Deus é: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome” (Sl 103.1).

c) Vaso de Barro (Lm 4.2; II Co 4.7; II Tm 2.20,21): “Os preciosos filhos de Sião, avaliados a puro ouro, como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos do oleiro!” “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” “Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra”. Essa designação tem o objetivo de mostrar a fragilidade do nossso corpo e, também, destacar a importância e utilidade desses vasos para a obra de Deus.

II- O CRENTE E O CUIDADO COM O CORPO

2.1 Alimentação saudável – A correta e apropriada alimentação é indispensável para manter o corpo são.

a) A importância das proteínas – No princípio, Deus deu ao homem e aos animais o alimento vegetal (Gn 1.29,30).
Mas, depois da Queda, pelo efeito degenerador do pecado, a alimentação vegetariana tornou-se insuficiente visto que o organismo passou a ter mais desgaste. A Bíblia destaca com clareza a necessidade das proteínas encontradas na carne e em outros alimentos, para a manutenção da vida humana. Em Gênesis, deparamo-nos com o patriarca Abraão preparando uma “vitela tenra e boa” para seus ilustres visitantes (Gn 18.5-8). No pacto com Noé, Deus estabeleceu que os peixes e os animais, bem como a verdura e os legumes, serviriam para alimentar os homens (Gn 9.3). Em Levítico, vemos Deus orientou o povo quanto aos animais que poderiam servir de alimento, e os considerados impróprios
para o consumo (Lv 11). Hoje a ciência nos alerta que comer carne demais prejudica o organismo.

b) A gordura e o sangue são proibidos – No A.T., a partir do pacto firmado com Noé, Deus proibiu taxativamente a ingestão de sangue e gordura animal (Gn 9.4; Lv 3.17; 7.23-35; Dt 12.23). Muitos questionam: Com que intenção Deus estabeleceu este preceito? Além das implicações espirituais ali contidas, a ciência hoje nos mostra que o sangue animal é repleto de contaminação. Por outro lado, todos nós sabemos o quanto é prejudicial à saúde o excesso de colesterol encontrado nas comidas gordurosas. Como podemos ver, as instruções dadas por Deus ao povo de Israel são de toda valia para uma alimentação saudável. No N.T. , Deus reforça a proibição de não se comer sangue e carne sufocada (At 15.29).

c) Comer de tudo? - Paulo diz que devemos comer “de tudo” (I Co 10.25,27). Se respeitarmos as orientações da Bíblia e da ciência, teremos uma alimentação saudável. Devemos também levar em conta o aspecto espiritual da alimentação.

Se o alimento for sacrificado à ídolos, temos do Senhor a advertência: “Não comais” (I Co 10.28). Abster-se de bebidas alcoólicas, alimentos picantes, gordurosos ou muito salgados e bebidas à base de cafeína, só faz bem à saúde.

2.2 Repouso adequado – A Bíblia diz que Deus dá o sono a seus amados (Sl 127.2b; Pv 3.5). Infelizmente, há pessoas que vivem estressadas, maltratando o corpo, não levando em conta as horas de repouso necessárias à saúde. Dormir demais, segundo a Bíblia, é próprio dos preguiçosos (Pv 6.9,10,15); dormir menos do que o necessário, é peculiar aos insensatos que não dão valor à saúde. Jesus aconselhou seus discípulos a fazerem pausa para o repouso (Mc 6.31). A medicina recomenda que se deve dormir por um período de sete ou oito horas por noite.

III- O CORPO E A CONTAMINAÇÃO PECAMINOSA

Os sentidos são as portas da nossa alma. É através deles que o pecado se ins tala, contaminando todo o nosso ser. Este conjunto sensorial foi criado perfeito no princípio do gênero humano, porém, a Queda adâmica afetou-o devido à natureza humana ter se tornado pecaminosa (Rm 6.6-23). Vejamos como acontece a contaminação com o pecado pelos sentidos:

3.1 Visão: As pessoas são induzidas a pecar através da “concupiscência dos olhos” (I Jo 2.16). Concupiscência é a força do desejo impuro e lascivo despertada através do que se vê. É pela visão de algo proibido que muitas pessoas pecam contra o seu “tabernáculo” desonrando-o com o adultério, a fornicação, a imoralidade sexual e o furto (Êx 20.14; Gl 5.19-21).

a) Tipos de olhos – Olhos altivos (Pv 6.17; Is 2.11); olhos malignos (Pv 23.6); o olho mau (Mt 6.23; Pv 28.22), olhos zombeteiros (Pv 30.17), olhos cheios de adultério (II Pe 2.14). Jesus falou que os “olhos são a candeia do corpo” (Mt 6.22). Portanto, devemos cuidar dos olhos para que sejam luz e não trevas (Mt 6.23).

b) Visão e instintos naturais – O pecado age como um “vírus contagioso” e, quando ataca a faculdade da visão, explora os instintos da aquisição, da fome, da sede e da reprodução. Primeiro, para satisfazer o instinto da aquisição, a concupiscência dos olhos conduz ao furto, ao enriquecimento ilícito, ao engano e a defraudação material (Êx 20.15; Mc 10.19; Lc 18.20; Rm 13.9; Ef 4.28). Segundo, para satisfazer o instinto da fome e sede, a concupiscência dos olhos atrai a pessoa à glutonaria e bebedice, denominadas “obras da carne” (Gl 5.21; Pv 23.2; Lc 21.34; Rm 13.13; I Pe 4.3). Em terceiro lugar, para satisfazer o instinto da reprodução, a concupiscência dos olhos atua como força impulsora para os pecados sexuais.

3.2 Olfato e paladar – São faculdades físicas ligadas aos instintos naturais da fome e sede, os quais também podem se tornar condutores de pecado contra o corpo. Os pecados de glutonaria e embriaguez são estimulados pelo paladar (Lc 21.34). Quando o paladar está sob a força do poder do pecado o homem perde o controle desse instinto natural de sua vida (Gl 5.21).
3.3 Audição – O Diabo explora os sons para perturbar a alma e o espírito. Hoje, na busca de preencher o vazio interior, muitos são atraídos pela parafernália dos sons estridentes do Rock e outros ritmos condenáveis e repulsivos. Esse tipo de música escraviza e prejudica a audição, reproduz mensagens satânicas e blasfema contra Deus.
3.4 Tato – É outro sentido corporal que se manifesta através das mãos, dos pés e outros órgãos do corpo. A Bíblia fala muito das mãos e da sua utilidade no corpo. O cristão deve administrar, tanto os pés como as mãos para a glória do Senhor. Nenhum órgão do corpo pratica qualquer ato por si mesmo, porque todos são comandados pela alma e espírito.
a) As mãos são importantes – A Bíblia fala do valor das mãos: O fruto do trabalho das mãos (Pv 10.4); mãos que engrandecem (Pv 31.31); mãos que sustentam (Mt 14.31); mãos que abençoam (Mt 19.31); mãos que trabalham (I Ts 2.9).
b) E os pés? - Nossos pés devem ser consagrados para andar em retidão na presença de Deus (Gn 5.24; 6.9; 17.1). Andar com sinceridade e segurança (Pv 10.9); andar na luz do Senhor (Is 2.5); não andar em trevas (Is 50.10); andar em Espírito (Gl 5.16). Nossos pés não devem andar segundo o curso deste mundo (Ef 2.2); nem andar nos desejos da carne (Ef 2.3); nem andar desordenadamente, em dissolução, concupiscência (II Ts 3.6; I Pe 4.3). Nossos pés não devem caminhar em lugares impuros, mas devem ser santificados a Deus para levar boas novas.

CONCLUSÃO:
Um dia não haverá mais doenças nem morte (Ap 21.4). Porém, enquanto estamos aqui, devemos zelar pela nossa saúde física, mental e emocional. Precisamos lembrar que o nosso corpo é templo do Espírito Santo. Por isso, temos que cuidar de nossa saúde por meio de uma alimentação correta, repouso adequado, exercícios físicos que sejam compatíveis com nossa doutrina, jejum e oração.

BIBLIOGRAFIA:
• Bíblia Sagrada (RC) – João Ferreira de Almeida (SBB)
• Dicionário Vine – W. E. Vine, Merril F. Unger, William White Jr. - 1ª Edição 2002 - CPAD
• Lições Bíblicas - CPAD – Jovens e Adultos – 2002,2003,2004,2005,2006,2007
• Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa – 3ª Edição 2004

Fonte: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/?rbnpg=ebdDetalhes&ebdFile=46